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Decisão de Barroso sobre gênero nas escolas mostra um Brasil que odeia professores

Qual o futuro de um pedaço do Brasil, entregue ao fanatismo religioso e acentuada tendência autoritária da era Jair Bolsonaro, que odeia professores a ponto de querê-los na cadeia por discutirem, em sala de aula, política e sexualidade?

Chamado a decidir, mais uma vez, sobre a abordagem de gênero, o ministro Barroso, do STF, determina que escolas de Londrina não podem proibir professores de falarem sobre o assunto. “É um fato da vida, um dado presente na sociedade e com o qual terão, portanto, de lidar.”

Quem acredita em uma escola discutindo com os alunos apenas conteúdos técnicos das matérias não conhece nem uma escola nem o que eles assistem na internet- estranhamente, com abordagens sem censura dos “homens de bem” em defesa de suas “famílias”.

Por que um professor ou professora de Biologia, ao ser questionado por um aluno sobre sexualidade, tem de se proibido de falar sobre um assunto tratado em casa como tabu?

Quase sempre a escola responde ás demandas reprimidas pela família e seus círculos sociais. Quando não são os professores, é o “doutor Google” quem tem estas respostas.

Será que também nisto não existe um projeto de poder para que as massas permaneçam na ignorância, escravizadas na consciência, lideradas para darem respostas simples á selvageria desumanizante?

“Em primeiro lugar, não se deve recusar aos alunos acesso a temas com os quais inevitavelmente travarão contato na vida em sociedade. A educação tem o propósito de prepará-los para ela”, diz o ministro, em seu voto.

O contrário disso não é fascismo?

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