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Debate sobre casamento LGBT evidencia truculência do Congresso conservador

Um projeto de lei contrário ao casamento homoafetivo, que estava engavetado há 16 anos, foi pauta de uma votação tumultuada na Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados. O projeto previa que duas pessoas do mesmo sexo poderiam constituir união homoafetiva por meio de contrato. Oito projetos foram vinculados a esse original, e é por meio de um deles que os parlamentares conservadores tentam barrar o casamento homoafetivo.

O relator do projeto é contrário aos sete projetos favoráveis e recomenda a aprovação apenas do projeto original, que afirma que a união homoafetiva não deve ser equiparada ao casamento civil. A votação foi adiada para a próxima semana devido a um acordo que marcou uma audiência pública sobre o tema.

Houve presença de representantes da sociedade civil na sessão, que foi marcada por discursos inflamados e discriminatórios contra a comunidade LGBT. A avaliação é de que mesmo se o projeto for aprovado nesta comissão, ele não chegará a se tornar lei.

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) foi vítima de transfobia. O deputado federal Pastor Isidório (Avante-BA) se referiu a ela como “amigo”, usando o pronome no masculino, desrespeitando sua identidade de gênero como mulher trans. Esse episódio ocorreu durante o discurso do parlamentar em defesa da bíblia, a qual ele utilizou para atacar a união entre pessoas do mesmo sexo.

Veja o vídeo:

A bancada conservadora no Congresso reflete o cenário de LGBTfobia na comissão, tendo em vista que o Partido Liberal, de Jair Bolsonaro, tem a maior bancada. No entanto, a Frente Parlamentar Mista por Cidadania e Direitos LGBTI+ do Congresso foi lançada com o objetivo de dialogar com todos os partidos e combater o preconceito.

 

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