De família humilde, Jônatan passou em Medicina e precisa de ajuda para não desistir do curso

O sonho de estudar Medicina, um jovem de família bastante humilde do interior de Alagoas. A chance chegou para Jônatan Caetano Santos da Silva, de 21 anos, que mora em Matriz de Camaragibe, no litoral norte alagoano.

Ele tem 21 anos, estudou em escola pública e conseguiu passar no vestibular mais concorrido do Estado: o da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

“Fazer medicina sempre foi seu sonho. Desde criança sempre me imaginei sendo médico, mas parecia um sonho distante. Por isso, sempre evitei dar uma resposta definitiva para as perguntas: ‘O que você quer ser quando crescer? Qual o seu sonho?’”, disse Jônatan à Tribuna.

Ele estudou no Instituto Federal de Alagoas (Ifal), em Maragogi, interior alagoano. Lá concluiu o Ensino Médio e o Técnico em Agroecologia.

E veio a grande chance: encarou as provas do Enem. Medicina era o sonho:

“Como se sabe, o curso de medicina é muito concorrido. As notas de cortes são altíssimas. Não obtive nota suficiente para entrar na primeira chamada. Mas eu não desisti. Descobri que a lista do curso de medicina ‘rodava’ muito. Então decidi deixar na lista de espera. Como o observado em anos anteriores, a lista de espera foi ‘rodando’ até que chegou ao meu nome. Entrei na terceira chamada. Às vezes vale a pena esperar um pouco mais. Algumas pessoas pensaram que estava fazendo loucura ao dispensar cursos que eu certamente entraria, como por exemplo, direito, enfermagem e odontologia. Se eu tivesse feito isso, não estaria fazendo o que sempre quis fazer. Se eu vejo que há uma chance real, eu arrisco”.

A rotina de estudos: 5 horas por dia. E método para uma aprendizagem mais eficiente:

“Dediquei-me integralmente a ela. Acredito que estudava em média 5 horas por dia. Mas acho importante ressaltar que nem sempre uma maior quantidade de horas de estudo significa uma maior aprendizagem. Existem métodos e é possível estudar por menos tempo e fixar o conteúdo por mais tempo. Para garantir a eficiência da aprendizagem eu gostava de explicar ao meu irmão mais novo o que tinha acabado de estudar. Estudos indicam que ‘ensinar alguém’ garante uma eficiência de aprendizagem acima de 90%. Deu certo comigo.”

Só que bancar as despesas do curso, mesmo de uma universidade pública, virou o maior desafio deste momento. A Prefeitura de Matriz de Camaragibe bancou um notebook para o jovem. Porém, é preciso mais:

“Agora no segundo período teremos diversas atividades práticas presenciais, o que é ótimo para a minha formação como futuro médico. Entretanto, para isso, são necessários recursos e materiais como jaleco, estetoscópio, esfigmomanômetro, custos com passagens, aluguel, internet, alimentação, energia e outras coisas”.

Ele pensou em desistir. Mas, a coordenação negou porque não é possível trancar a matrícula no primeiro período. Sua ideia era fazer Medicina mais adiante, quando tivesse mais condições materiais:

“Apesar de todas as dificuldades, eu sempre tive em mente que conseguiria entrar novamente. Sempre soube do meu potencial”.

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