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Dantas determina medida judicial contra greve na educação

O governador Paulo Dantas autorizou a gestão a discutir, na Justiça, a greve dos servidores da educação, decretada em 1 de julho.

A decisão representa uma guinada porque até ontem (10/7) o Governo recebia informações diárias sobre a greve, indicando que a paralisação não tinha afetado todas as escolas.

O entendimento mudou:

1) o ano letivo está sendo prejudicado;

2) os programas Pé de Meia e Escola 10 exigem dos alunos frequência mínima de 80% para serem pagos;

3) as provas do Saeb, entre os dias 20 e 31 de outubro, podem ser prejudicadas com o atraso das aulas e o trabalho dos conteúdos.

Também ontem o Sinteal disse que o governador não se reuniu com o movimento, como informou a Agência Alagoas. E chamou de mentirosas as pautas, apresentadas na matéria, como cumpridas.

Já o Governo inclui as pautas como argumento para que a justiça decrete a ilegalidade da greve.

A cobrança do reajuste salarial é um ponto de desgaste, mas também outro: a cobrança de 27% de imposto de renda em cima do dinheiro do rateio do Fundef quando já havia sido descontado 7,5%.

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