Ao decidir cortar o ponto dos professores em greve, Paulo Dantas aposta que o bolso é a parte mais frágil do ser humano.
Uma liminar do TJ também autoriza a aplicação de multa diária contra o Sinteal. Na prática, o tribunal escolheu torcer pela briga. O único desembargador que buscou diálogo entre governo e grevistas foi Tutmes Airan. Só.
Dantas não percebeu a nuance das instituições públicas locais. Na hora das vaias, elas se escondem em seus prédios encastelados, com seguranças fortemente armados.
Porém, o governador vai mesmo cortar os salários dos professores. Decisão tomada após ser criticado por funcionários públicos.
A reação pode ser o inesperado.
Quando Téo Vilela assumiu o governo em 2006, foi para o confronto com os professores. Resultado: a Secretaria de Educação foi ocupada e as atividades, paralisadas.
Geraldo Bulhões deixou o governo debaixo de vaias. E o sucessor Suruagy escolheu expulsar os professores do Palácio após ser criticado.
Decisões erradas em comum. GB, Suruagy e Téo Vilela encerraram precocemente as próprias carreiras na política.
Paulo Dantas segue um caminho manjado: a solidão do poder, quando os aliados viram ratos e abandonam o navio.
Ainda dá tempo de reavaliar escolhas erradas, de consequências óbvias.






