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CSA 1 x 0 CRB: Leve vantagem azulina, incompetência regatiana e pouco futebol.

Torcida CSA no clássico de 14/04 no Rei Pelé

Sob uma leve garoa, começou a disputa do campeonato alagoano, com CSA abrindo uma pequena vantagem para o jogo de volta, vencendo o galo pelo placar de 1 x o.

Os rivais entraram em situação nada favorável, pois vivem momentos semelhantes, eliminados precocemente da Copa do Nordeste e com profunda desconfiança por parte de seus torcedores.

Não há nada de positivo a falar sobre o clássico.

Na primeira etapa, o jogo foi morno, sem criatividade, de jogadas previsíveis e datadas. Os times não saíram do zero, provocando até algumas merecidas vaias ao final do primeiro tempo, para ambos os clubes.

Na segunda etapa, nitidamente excitados por seus respectivos treinadores, os times voltaram com mais vontade, era perceptível que os clubes já não eram os mesmos. Corriam, disputaram fortemente cada jogadas e divididas, mas nada que mudasse a qualidade do jogo.

Foi um clássico pequeno diante da grandeza dos clubes, foi um jogo fraco. Era notável a falta de entrosamento do CRB, porém, até justificável, pois estreou um novo técnico (Marcelo Chamusca) para essa partida, que pelo pouco tempo de comando, nada pode fazer de notória evolução.

No Azulão, mais incompreensível ainda é o desempenho em relação ao seu rival, pois o time possui um maior investimento e manteve o seu treinador (Marcelo Cabo), mas o que se viu foi um time preso no marasmo de sempre, com um acomodamento evidente, passando a impressão que iria resolver o jogo a qualquer momento. Até que deu resultado, mas muito abaixo do ideal pelo tempo de trabalho no comando da equipe.

Feliz o CSA que “achou” o gol, infeliz para o Galo que não teve capacidade de igualar o placar mesmo com a equipe azulina “pedindo” o empate, pois após o gol (marcado por Robinho), o time se acovardou e “abriu mão” de atacar, sofrendo até o último minuto com a pressão constante do time alvirrubro.

No próximo domingo, os times novamente entrarão em campo. O CRB precisa, ao menos ganhar por um gol de diferença pra levar a decisão por pênaltis, necessitando de dois ou mais gols para levantar a taça. O azulão joga a favor do empate.

Que o bom futebol volte no último confronto, pois os clubes alagoanos precisam demonstrar aos seus adeptos alguma evolução, pois o que se viu foi apenas dois times brigadores mas que desejaram, e muito, a excelência tática e técnica, ou quem sabe, algo próximo disso.

 

Por Bruno Lima
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