Nova decisão da justiça determina, de novo, ações emergenciais na maternidade Santa Mônica.
Mais uma vez, contratação emergencial de médicos e técnicos de enfermagem. De novo, o fim do calote nos pagamentos dos contratos. Novamente, uma multa, agora R$ 20 mil por dia.
Tem sido assim nos últimos 25 anos- e bem antes. As decisões judiciais vão se revelando inúteis. Juízes ou desembargadores estão de costas para a sociedade, logo também para a Santa Mônica. Há promotores de Justiça com alguma sensibilidade, nada, porém, com força suficiente para mudar o que parece impossível.
Medidas são pontuais e insuficiente. Aliviam temporariamente, mas os problemas crônicos continuam. Referência no estado em parto de alto risco, a Santa Mônica é uma gambiarra administrativa.
O caos virou lucrativo. Qualquer um dentro ou fora da maternidade sabe disso. Mas para quem?
Não foi Deus quem quis assim. São os homens, e os mais poderosos. E estranhamente eles flertam com a prevaricação, essa instituição que é uma vergonha mas em Alagoas virou prêmio.
Até a próxima crise.



