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Crise fabricada: apoiadores de Bolsonaro pressionam bancos e criam tensão política

Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro estão sendo acusados de fomentar um clima de pânico entre instituições financeiras brasileiras como parte de uma estratégia para pressionar o governo e o Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo análise de Valdo Cruz, publicada no G1, o objetivo seria criar instabilidade e fortalecer narrativas de perseguição política contra Bolsonaro, que enfrenta processos relacionados à tentativa de golpe.

O movimento ganhou força após declarações do deputado Eduardo Bolsonaro, sugerindo que sanções internacionais poderiam atingir bancos brasileiros que mantêm contas de ministros do STF, como Alexandre de Moraes. A fala gerou apreensão no setor financeiro, mesmo sem confirmação oficial de medidas por parte do Tesouro dos EUA.

Em resposta, o ministro da Justiça, Flávio Dino, afirmou que bancos brasileiros não devem acatar ordens estrangeiras, o que intensificou o embate institucional. A condução do caso por Dino também gerou críticas dentro do STF, especialmente do ministro Cristiano Zanin, que buscava uma abordagem mais diplomática.

O governo Lula avalia que a estratégia bolsonarista está se tornando tóxica para a própria direita, ao associar o campo conservador a uma campanha que ameaça a estabilidade econômica e institucional do país.

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