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Crise da mineração: desde 2020 autoridades são alertadas sobre rachaduras em casas nos Flexais

Em ofício encaminhado nesta sexta-feira à Coordenação Municipal da Defesa Civil, o defensor público Ricardo Melro insiste: é preciso discutir a realocação (com dignidade) da comunidade dos Flexais. O que significa: inclusão no mapa de risco para, num futuro próximo, os moradores serem indenizados pela Braskem.

O assunto é antigo: entre 3 e 7 de agosto de 2020 o engenheiro Alec Moura Sampaio pedia estudos sobre rachaduras apresentadas nas residências: “Recomendo fortemente que as autoridades locais sejam acionadas e que a CPRM seja convocada imediatamente para realizar os estudos de solo necessários para descobrir qual é a real causa desses recalques de fundação comuns a tantas casas em uma mesma região e se o problema representa um risco crescente à população local para que as autoridades locais possam tomar as medidas cabíveis”

Entre 17 e 21 de fevereiro do ano passado, laudo técnico de inspeção do engenheiro Lucas Mattar Protasio Nunes atesta: “a situação das edificações do Flexal de Cima e Flexal de Baixo, em conjunto, como CRÍTICO e recomendo fortemente que as autoridades locais juntamente com a CPRM sejam convocadas para tomar as
medidas cabíveis pelo bem da população local”

Em 6 de outubro técnicos da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Alagoas (FAU/UFAL) confirmam a necessidade de realocação.

 

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