Crise: Alagoas arrecadou R$ 141,9 milhões a mais, diz sindicato do fisco

sefaz

Para enfrentar a crise, o Governo precisa auditar sua dívida (hoje em R$ 10,4 bilhões) e apostar nos números positivos da arrecadação, assegura o Sindicato do Fisco de Alagoas (Sindifisco).

De acordo com a presidente Lúcia Maria Beltrão Nunes quem segura positivamente a arrecadação de Alagoas é o tributo recolhido do comércio de um modo geral, que de janeiro a julho superou a casa dos R$ 1,8 bilhão, o que representa um crescimento real de R$ 141,9 milhões em relação ao mesmo período do ano passado, disse à Gazeta de Alagoas deste domingo.

Por isso, existem condições de se pagar- pelos cálculos do sindicato- o reajuste salarial concedido ao funcionalismo público- incluindo as polícias- cujo impacto na folha será de 11%.

“Alagoas tem condições e potencial para suportar a crise econômica instalada no País”, disse Nunes.

“Diante desta crise que aumenta a cada dia e reduz a receita dos estados e municípios, tudo é possível dentro da lei para manter a arrecadação em níveis aceitáveis”, argumenta o governador Renan Filho (PMDB), que vai cobrar os impostos devidos pelos usineiros.

Os usineiros alegam que o setor está ameaçado economicamente por conta da crise e da falta de incentivo do Programa Nacional do Álcool. Ao apresentar a situação do setor numa audiência pública na Assembleia Legislativa Estadual (ALE), o presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool de Alagoas (Sindaçúcar), Pedro Robério, mostrou números que, segundo ele, confirmam a crise no setor. “Há oito anos, o setor não sabe o que é lucro. Os prejuízos começaram com a falta de preço real do etanol, com a seca e com a falta de política federal para o programa do álcool”, disse à Gazeta.

Segundo Robério, a crise já provocou o fechamento de 83 usinas no Brasil, no centro sul já fecharam 63 usinas e 19 no Norte e Nordeste e em Alagoas, cinco. “A crise no Estado tomou proporções inimagináveis, por conta da seca e baixa remuneração da produção”, reclamou Robério, ao reconhecer, também, que o fechamento de usinas aumenta a crise social e da economia estadual. Desde o final do ano passado, as 22 usinas de cana de açúcar e destilarias não pagam impostos e nem o parcelamento do ICMS da cana própria pactuado em 2007. Este ano devem recolher de tributos apenas R$ 110,36.

.