Crimes Cibernéticos: Operação mira grupo que estimula desafios violentos nas redes

Uma operação coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) visa desarticular um grupo criminoso que utiliza redes sociais e aplicativos de mensagens para disseminar conteúdos extremistas, de ódio e que incentivam a automutilação entre adolescentes.

Intitulada “Adolescência Segura”, a ação, conduzida pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, abrange seis estados brasileiros e é articulada pela Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (DIOPI) da Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP), através do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab).

O objetivo principal da operação é combater práticas criminosas que ameaçam a segurança e o bem-estar de jovens vulneráveis em diversas regiões do país.

As investigações indicam que o grupo criminoso se organizava em plataformas criptografadas, como Discord e Telegram, onde promovia desafios e competições que encorajavam adolescentes a se envolverem em atos de automutilação coletiva, crueldade contra animais e incitação ao ódio.

Para aumentar o engajamento, eram oferecidas recompensas internas aos participantes que se destacassem nas atividades ilícitas.

A operação resulta em 20 mandados de busca e apreensão, 2 de prisões temporárias e 7 medidas de internação provisória de adolescentes infratores.

As ações foram realizadas em estados como Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Goiás.

Além da repressão ao grupo, a operação também busca aumentar a conscientização sobre os riscos da radicalização digital e reforçar a importância da atuação integrada das instituições de segurança pública na proteção dos jovens e na criação de ambientes virtuais mais seguros.

Os investigados poderão ser responsabilizados por diversos crimes, como associação criminosa, indução à automutilação e maus-tratos a animais, com penas que podem ultrapassar 10 anos de reclusão.

Um caso alarmante relacionado a esses desafios é o da menina Sarah Raíssa Pereira, de 8 anos, que faleceu após inhalar gás de desodorante aerosol, um ato associado a um desafio viral no TikTok. A Polícia Civil do Distrito Federal está investigando as circunstâncias da morte e oficiará a plataforma TikTok sobre o caso.

*Com Agências

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