Crime organizado domina cadeia do etanol no Brasil- e ameaçou usinas

A investigação da Operação Carbono Oculto revelou que o crime organizado, especialmente o Primeiro Comando da Capital (PCC), se infiltrou profundamente em todas as etapas da cadeia produtiva do etanol no Brasil. O grupo criminoso passou a controlar desde fazendas produtoras de cana-de-açúcar até usinas de álcool e distribuidoras de combustíveis.

Segundo reportagem exibida pelo Jornal Nacional, muitas dessas propriedades foram adquiridas por meio de ameaças. Empresários foram coagidos a vender seus negócios por valores muito abaixo do mercado, e em alguns casos, sequer receberam o pagamento prometido. Aqueles que tentaram cobrar foram intimidados com ameaças de morte.

O objetivo do grupo era usar essas estruturas para lavar dinheiro obtido com atividades ilegais, como tráfico de drogas e contrabando. Além disso, o controle da produção e distribuição permitia a adulteração de combustíveis, com a mistura de produtos como metanol e nafta, o que aumentava os lucros e prejudicava consumidores.

A atuação do PCC não se limitou ao estado de São Paulo. A operação identificou movimentações em diversos estados, incluindo Goiás, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Santa Catarina. O setor de combustíveis, especialmente o de etanol, tornou-se uma das principais portas de entrada do crime organizado na economia formal brasileira.

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