A Defesa Civil de Maceió recentemente enviou à Braskem e ao Ministério Público Federal documentos atualizados sobre a situação da cratera formada na lagoa Mundaú devido ao colapso da mina 18.
De acordo com os dados fornecidos, a cratera possui dimensões de 78 metros de comprimento, 46 metros de largura e inicialmente uma profundidade de 7 metros, entretanto, medições posteriores revelaram que a profundidade aumentou para 10 metros.
No momento do ocorrido, a mina 18 estava em estado de alerta máximo e, desde então, mais de 50 mil habitantes tiveram que ser evacuados de suas residências.
A Defesa Civil destacou em seu documento a ausência de monitoramento em três escavações localizadas sob a lagoa Mundaú.
Com o intuito de avaliar a gravidade dos danos nessas áreas, planeja-se a instalação de um equipamento em uma cavidade externa à lagoa, utilizando-se de um cabo operado por um caminhão para alcançar as minas submersas.
Segundo informado pela Defesa Civil, essas cavidades encontram-se em proximidade com o local do colapso e requerem uma avaliação após o incidente.
O órgão decidiu recentemente reduzir o nível operacional de “alerta” para “atenção”, indicando que a área da mina 18 continua a afundar, porém, a uma velocidade reduzida.
Contudo, destaca-se ainda um incidente de vandalismo ocorrido em 30 de dezembro, onde invasores danificaram os equipamentos de monitoramento.
“Com o vandalismo nos equipamentos, há um comprometimento desses dados, atrapalhando grandemente a realização dos trabalhos de monitoramento, reforçando a necessidade de retorno das atividades na região, principalmente a de segurança patrimonial”, afirma a Defesa Civil.
Devido a esse episódio, a Defesa Civil solicita à Braskem que retome as atividades de fechamento das escavações e a demolição dos imóveis desocupados na região, além de garantir a segurança dessas áreas visando evitar novos danos.
