CPI do Crime Organizado quer convocar novo líder do PCC

O senador Marcos do Val (Podemos-ES) apresentou um requerimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado solicitando a convocação de Marcos Roberto de Almeida, conhecido como Tuta, para depor. Tuta é apontado pelo Ministério Público como o sucessor de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, na liderança do Primeiro Comando da Capital (PCC), e a CPI investiga a atuação de organizações criminosas e milícias no país.

No pedido, o senador destacou informações do promotor Lincoln Gakiya, um dos principais nomes do Grupo de Atuação Especial e de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e alvo de ameaças do PCC há duas décadas. Do Val citou Gakiya ao afirmar que Tuta teria ocupado o cargo de agente diplomático no consulado de Moçambique em Belo Horizonte (MG).

De acordo com o senador, essa “ligação” com o consulado facilitaria o trânsito do criminoso no continente africano. O requerimento complementa que Tuta também teria “conexões” no Paraguai e na Bolívia, além da África, conforme apurado pelo Ministério Público.

Além de Tuta, Marcos do Val apresentou requerimentos para a convocação de outros nomes importantes na cúpula da facção. Entre eles, estão:

  • Gilberto Aparecido dos Santos, o “Fuminho”: Indicado como um dos líderes e principal aliado de Marcola no tráfico internacional de drogas da facção.
  • Júlio César Guedes de Moraes, o “Julinho Carambola”: Apontado como o “braço direito” de Marcola e o segundo criminoso mais importante na hierarquia do PCC.
  • Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”: Recentemente alvo de uma operação que investigou um esquema bilionário de lavagem de dinheiro do PCC no setor de combustíveis.

O senador também requereu o depoimento do promotor Lincoln Gakiya para que ele possa detalhar as investigações sobre a atuação da facção na CPI.

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