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Covid e a seleção cultural para a morte

Enquanto as polêmicas conhecidas trafegam com celeridade nestas redes, uma espécie de seleção cultural, social, portanto nunca natural, aciona as turbinas da indústria funerária no país que está com os nervos à flor da pele.

Sim, as mortes por covid-19 estão marcando os lares das pessoas comuns, vitimadas pelas ideias negacionistas e o “higienismo” reverso que faz tais indivíduos acreditarem que morrer por covid é algo sujo, distante do deus que os protege da vacina, alegando que os seus familiares sucumbem por causas naturais, porque o vírus é uma invenção política.

Chegamos a este ponto. Para onde ainda poderemos ir é algo a nos fazer arrepiar.

Mesmo quando os laudos médicos apontam as causas dos óbitos vinculadas ao vírus e sequelas infecciosas provocadas por ele, as famílias enlutadas seguem negando, e mantendo os mesmos comportamentos antivacinais, fugindo ao protocolo da OMS e assim seguem espalhando novos contágios em suas comunidades.

Quem está por trás desse fenômeno letal?

Na maior parte das vezes são líderes religiosos.

Mas sempre parte de núcleos familiares simpáticos ao presidente.

Sim, o genocídio segue célere.

A pobreza está abarrotando hospitais, a ignorância canta louvores e o futuro do Brasil não está na lista das responsabilidades institucionais, pelas quais todos pagamos com suor e lágrimas, o luxo vão do qual desfrutam seus beneficiados.

Hoje a luta pela sobrevivência pede respiro cultural e social. Para os quais a contribuição destas redes precisa romper bolhas e chegar à realidade com discursos mais amenos e atitudes que demonstrem nossas escolhas pela vida como algo estreitamente ligado ao cuidado para com a coletividade.

Muitos estão condenad0s pela fé, mas a vida ainda pulsa na arte dos encontros e nas possibilidades de diálogo.

 

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