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Covid-19: Associação Comercial e a proposta ‘farinha pouca, meu pirão primeiro’

A proposta da Associação Comercial para evitar que o governador Renan Filho (MDB) decrete lockdown ou endureça a fiscalização- diante do avanço sem controle dos casos de coronavírus- joga a responsabilidade das aglomerações para os feirantes de rua.

Parece feita de propósito porque serve para ganhar tempo, adiando soluções para o que já assistimos em outros lugares pelo país e a supelotação das UTIs destinadas a doentes por coronavírus.

É uma proposta corporativa, absurda e sem seriedade: protege os associados e sacrifica os mais pobres- os feirantes. Normaliza a pandemia para os seus e quer um jogo mais pesado para os outros.

Não é assim?

Veja a ideia da Associação Comercial:

– O Centro de Maceió funciona de nove da manhã às cinco da tarde;

– Lojas de rua ficam abertas da dez da manhã às sete da noite;

– Os shoppings funcionam de 11 da manhã às nove da noite;

– Bares e restaurantes fecham meia noite.

E as feiras livres? A Associação Comercial sugere que elas comecem a funcionar de cinco às onze da manhã, com mais fiscalização.

A Associação Comercial dá todo o direito para que os representantes de feiras livres apresentem exatamente o avesso da proposta.

Afinal, se a farinha é pouca, meu pirão primeiro.

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