Encerrando o ano da derrocada brasileira com a explosão de coquetéis molotov homofóbicos, fascistas, como signo de covardia no ataque à liberdade de expressão, vemos o desenho de um convite à ação organizada em defesa da democracia apontando para os lados de 2020.
Um ano eleitoral, com ampla possibilidades de reações à esquerda, que precisa ser bem aproveitado por cada votante antifascista que respira nestas plagas.
Já localizamos as nascentes da violência que deseja ditar o que fazemos, falamos e até pensamos. Agora é ir na frontal para fortalecer o livre pensar, dizer, fazer e viver!
Se hoje é Natal e as famílias cristãs se reúnem na sustentação dos sistemas de opressão, visando o Estado como território de dominação e opressão política e econômica, Jesus foi expulso da data.
Coquetéis molotov em nome de Jesus são expressões da ausência do Nazareno no meio do povo armado, sendo que ele jamais demonstrou ser pudico, mas deu exemplos sobejos de humanidade e inclusão. O Nazareno nunca pregou violência!
Este é o Natal da divisão sutil entre fundamentalismos esvaziados de amor e resistentes artistas da sobrevivência, na luta pelo espaço no Brasil ferido pela ignorância que odeia.
Se o ódio explode mensagens de força bruta no Natal de 2019, os que acatarem Jesus saberão que em 2020 precisarão descer ao chão, tocar a terra da irmandade e lutar como nunca antes por democracia, liberdade de expressão e inclusão.
Feliz Natal.





