Jair Bolsonaro repete os nazistas. Na década de 30, eles usavam o termo Lügenpresse (imprensa mentirosa) para atacar todos aqueles que criticavam a ascenção de Hitler ao poder. Por influência, aliás, dos nazistas, empresários adquiriam jornais a preços muitos baratos- por causa da crise na Alemanha pós-Primeira Guerra- e os transformava em panfleto do regime.
A informação é de Jamil Chade.
Justificativa usada pelos nazistas? Os jornais eram dominados por judeus e precisavam ser adquiridos, também, para a retirada desta influência e, mais tarde, haver (como houve) a caça aos jornalistas (incluindo editores) que não eram simpáticos a Hitler.
Fora do Brasil, a ministra dos Direitos Humanos, Damares Alves, revelou um país que não existe. Na ONU, ela não citou a palavra democracia nem tratou das graves violações aos direitos humanos. Buscou ressuscitar a cruzada de Bolsonaro para o resgate dos símbolos cristãos, “violados” no carnaval.
Dentro do Brasil, Bolsonaro adiantou que terá reuniões com a Fiesp. Na pauta com os empresários mais endinheirados do Brasil, o tema: cortar anúncios para a “imprensa mentirosa”.
Lügenpresse está em prática no Brasil. Só não vê quem não quer.
