O consumo de energia elétrica no país aumentou 2,5% no primeiro trimestre do ano, na comparação com igual período de 2012, ao superar os 114,6 mil gigawatts-hora (GWh). O desempenho foi sustentado pelo consumo residencial e obtido apesar da queda do uso da eletricidade no segmento industrial. Os dados fazem parte da resenha do mercado de energia elétrica, que é preparada mensalmente pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), e foi divulgada ontem.
Segundo o documento, o consumo residencial avançou 6,6% no primeiro trimestre, quando comparado ao mesmo período do ano passado, e ultrapassou os 31,7 mil GWh.
O uso se intensificou nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, segundo a EPE, onde o consumo cresceu 1,9 mil GWh. “A expansão está associada ao aumento da posse de equipamentos eletrodomésticos e ao seu maior uso”, apontou o documento da EPE.
O segmento de comércio e serviços também aumentou o uso de energia, com avanço superior a 6% no primeiro trimestre, para 21,3 mil GWh. A alta reflete o crescimento do setor, na avaliação da EPE.
Já a indústria consumiu 44 mil GWh, registrando queda de 2,4% ante o primeiro trimestre do ano passado. A retração, indica o documento, “remete à inconstância dos indicadores da produção e, principalmente, ao comportamento dos setores eletrointensivo”.
Entre as regiões, Nordeste e Centro-Oeste foram as que mais ampliaram o uso de energia elétrica no primeiro trimestre, ambas com alta de 6,7% no período. O Sudeste consumiu 2,1% mais do que nos três primeiros meses do ano passado e o Sul permaneceu relativamente estável, com acréscimo de 0,1% do consumo. A região Norte, em contrapartida, teve queda de 3,5% no consumo de energia elétrica, puxada pela retração de 12,5% da indústria.
Em março, o consumo de energia apresentou queda de 0,5% na comparação com o mesmo mês do ano passado, influenciado por fatores sazonais. Entre os segmentos, a indústria foi a que mais recuou, com retração de 3% no uso de energia. As residências e o comércio apresentaram altas de 0,9% e 1,4%, respectivamente.
As informações são do Valor Econômico