A construtora dona do edifício Mirante Club Stratégia está processando a Braskem, alegando que as vendas dos apartamentos despencaram, desde a descoberta do afundamento de bairros na região, relacionadas com as atividades de mineração de sal-gema realizadas pela fábrica.
O empreendimento de luxo fica localizado no bairro do Farol e está fora da área de risco. Tem 21 andares, foi construído em uma área antes ocupada por uma mansão, que formava um mirante com visão para a lagoa Mundaú, exatamente na direção dos bairros do Bom Parto e Mutange, atingidos pela tragédia ambiental e desde o inicio da semana monitorados porque uma das minas de sal-gema colapsou.
O prédio foi projetado para alcançar, de um lado a visão do mar; do outro, a lagoa. Tem 2 vagas na garagem, guarita de segurança blindada, 5 elevadores (um exclusivo para cadeirante), praça de babás, ciclovia, duas piscinas etc etc. O mirante é um dos apetrechos oferecidos pela construtora.
Ela pede R$ 20 milhões de indenização para cobrir os prejuízos. A Braskem contesta o valor.
No dia 29, o juiz Maurício Brêda determinou que sejam contratados peritos para avaliar se houve prejuízos nas vendas e a relação com a tragédia ambiental.
Valdemir Correia dos Santos Cabral – Construcoes e Incorporacoes Eireli, autor da ação, diz que além de enfrentar “sérios prejuízos financeiros” e o Mirante Club Stratégia também enfrenta impacto negativo “no financiamento junto ao Banco do Brasil”. “Além disso, busca indenização por danos relacionados a obrigações trabalhistas, tributárias, previdenciárias, entre outras”, diz o processo.
O magistrado pediu que a perícia seja realizada em 90 dias.




