Nossa obra mais recente, em termos de publicação, tem um nome de batismo extenso: “Construção da Alma Alagoana – de Graciliano aos nossos dias”. Quase um livro de bolso, trata objetivamente da temática a que se propõe, tomando as mãos de Graciliano Ramos menino, sob a ótica do adulto escritor de Infância, obra autobiográfica.
Passeamos por Alagoas com a intimidade de quem é da terra. Assim como é legítimo respeitar as sensações do autor analisado, sem perder de vista as minhas, quando professora nas escolas de periferia, senti a pulsação das indignações que o assemelham aos alunos alagoanos deste tempo, na falta de motivação, estrutura física e relações autoritárias das escolas.
Mas, o mais interessante desse diálogo foi percebê-lo apenas menino, com dificuldade no aprendizado escolar, com resistências…Sem heroísmos midiáticos ou rompantes de descrições elitistas, meu encontro com Graciliano pode ser caracterizado como algo muito humano.
Obviamente não paramos o olhar na circunferência da escola, expandimos para o contexto macro, com suas arbitrariedades, crueldades e práticas criminosas! Afinal, falamos de Alagoas! E não temos intenção alguma de omitir nossas raízes podres, em sonoras petições de transformação e renascimento!
Quem se detiver na leitura breve daquelas páginas, haverá de perceber que a riqueza da nossa terra extrapola em cultura original, superando tantas vezes o controle mesquinho do totalitarismo partidário, a expressar-se nas vidas das gentes, das simples e das complexas. Tudo vivente. Atuantes na História, e dignos de memórias e ideais.
Estaremos na Bienal do Livro.





