A Confederação Israelita do Brasil (Conib) divulgou uma nota no último domingo, 11/05, acusando Lula de emitir declarações antissemitas sobre o conflito.
A entidade afirmou que “acusar judeus de matar crianças é uma das formas mais antigas e deploráveis de antissemitismo” e criticou o posicionamento do presidente, que, segundo ela, promove o antissemitismo entre seus apoiadores
A Conib destacou que o Hamas iniciou o conflito e se utiliza da população civil para promover sua visão genocida de exterminar Israel e os judeus.
Em resposta, Lula, em Moscou, afirmou que “na Faixa de Gaza, dois Estados estão em guerra” e que há um “genocídio de um exército bem preparado contra mulheres e crianças”, incluindo relatos de ataques a hospitais sem a presença de terroristas, o que aumenta a controvérsia sobre sua postura frente ao conflito.
Lula critica Israel
No início de março, o presidente Lula criticou a postura de Israel em relação ao cessar-fogo com o Hamas, alegando que os israelenses estavam violando o acordo vigente na época.
Essa declaração foi divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores após a Reunião do Mecanismo de Consultas Políticas Bilaterais Brasil-Palestina, com participação da secretária-geral do Itamaraty, embaixadora Maria Laura da Rocha, e da vice-chanceler do Estado da Palestina, Varsen Aghabekian Shahin.
Em setembro do ano anterior, Lula também manifestou forte crítica ao primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, afirmando que suas ações se assemelhavam a “genocídio”.
Lula condenou veementemente o comportamento de Israel, ressaltando que a maioria do povo não concorda com essa visão e destacando a gravidade dos conflitos na Faixa de Gaza, Líbano e Cisjordânia.
