George Washington de Oliveira Sousa, de 57 anos, condenado por planejar um atentado com bomba no Aeroporto Internacional de Brasília em dezembro de 2022, está foragido há 45 dias. O mandado de prisão foi expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em 25 de junho deste ano, após o caso ser transferido para a Corte por conexão com os atos golpistas de 8 de janeiro.
O episódio ocorreu na véspera do Natal, entre o segundo turno das eleições presidenciais e a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. George Washington, apoiador declarado do ex-presidente Jair Bolsonaro, confessou ter montado o artefato explosivo com emulsões vindas do Pará. A bomba foi colocada em um caminhão-tanque que circulava nas proximidades do aeroporto, mas não chegou a explodir por falha técnica no detonador.
Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), o objetivo da ação era provocar medo generalizado e comoção social para justificar um estado de exceção no país. A denúncia inclui crimes como associação criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e atentado contra a segurança de transporte.
George Washington foi condenado a nove anos e oito meses de prisão em primeira instância. Após cumprir parte da pena em regime semiaberto, obteve progressão para o regime aberto em fevereiro de 2025, com autorização para viajar e sem uso de tornozeleira eletrônica. Um dia após retornar de uma viagem a Belém, a PGR apresentou nova denúncia e solicitou sua prisão preventiva, acatada por Moraes.
Desde então, o paradeiro de George Washington é desconhecido. O ministro do STF determinou sua notificação por edital, procedimento utilizado quando o réu está em “local incerto e não sabido”. Até o momento, não houve resposta nem manifestação da defesa, que não está formalmente constituída no processo.
Os outros dois envolvidos no caso — Alan Diego dos Santos Rodrigues e Wellington Macedo de Souza — estão presos em unidades penitenciárias de Mato Grosso e do Distrito Federal, respectivamente.
