Faz parte do anedotário quando alguém foi cumprimentar o candidato ao governador:
– Meu amigo doutor Fulano.
– Amigo não que eu comprei seu voto.
Sem compromisso, o candidato não precisa se sentir cobrado por mais nada. Nem quando falta médico no hospital público.
A compra de votos virou instituição em Alagoas. Ela alcança todos os níveis. Um dos candidatos pediu R$ 100 milhões a um certo deputado para garantir estrutura na campanha. Parte destes R$ 100 milhões serão pulverizados na lavoura eleitoral. Uma festa.
No varejão, o voto custa entre R$ 50 e R$ 100. Depende da região ou do município. Depende do prefeito. Em alguns casos cobra-se até um aluguel pelo nome de tal prefeito ao lado do deputado nos adesivos.
E isso acontece, nas cidades, a poucos metros da delegacia ou do prédio do Ministério Público. Estranho não saberem de nada. Bem, há quem tenha prioridades na vida. Algumas – talvez esta- não estejam na ordem do dia.
Por que? É a pergunta do milhão.




