O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encaminhará ainda nesta segunda-feira (18) a resposta oficial aos questionamentos do governo dos Estados Unidos sobre práticas econômicas, digitais e ambientais no Brasil.
A investigação, conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), foi aberta no âmbito da Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana, que permite punir medidas consideradas discriminatórias contra empresas americanas.
O Itamaraty preparou uma defesa detalhada, com ênfase na manutenção do sistema Pix e nas ações ambientais do atual governo.
Sobre o Pix, o governo brasileiro argumentará que o sistema de pagamento instantâneo trouxe democratização financeira, beneficiou populações de baixa renda e impulsionou o crescimento de instituições bancárias digitais, sem prejudicar as operações das empresas de cartão de crédito dos EUA.
Fontes próximas ao processo afirmam que não há qualquer disposição do Brasil em alterar o modelo, amplamente elogiado pela população.
No campo ambiental, o Ministério do Meio Ambiente destacará que a redução do desmatamento em 2025, em comparação com anos anteriores, reflete os esforços da atual gestão.
A estratégia será rebater a associação entre a devastação florestal e supostas falhas governamentais, atribuindo parte dos problemas às mudanças climáticas.
A resposta também enfatizará medidas de fiscalização e políticas públicas implementadas sob o governo Lula.
O diálogo ocorre em um momento de tensões comerciais entre os dois países, com os EUA avaliando possíveis retaliações caso considerem as políticas brasileiras prejudiciais a seus interesses econômicos.
A posição do Itamaraty busca equilibrar a defesa de soberania nacional com a manutenção de relações comerciais estratégicas.
A Casa Branca deve analisar as justificativas antes de decidir sobre eventuais medidas.
*Com Agências
