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Com Kardec e os Orixás

Por não me contentar com as lacunas, sigo a buscar; compreendendo a vida como um mosaico que todos os dias chama a estética social de cafona e outras designações pertinentes.

Percebendo que chegou a hora de encerrar as fugas, não há agora nenhuma razão para postergar. Quero merecer a luz que atravessa os cultos da boa fé, quero sem misticismo refutar os limites dos preconceitos plantados. Se não for pedir muito, quero dialogar com o desconhecido que o medo rejeita.

Como conquistar esclarecimento sem assumir as vendas postas? Sem retirar uma a uma as barreiras e os nãos intencionais? É hora de abrir o sim, a si.

É da Umbanda que desejo falar, assumindo as ignorâncias que herdei de casa, e todas as distâncias que a escolaridade exigiu que fossem criadas, e o sermão ensinou que deveriam ser mantidas, as quero agora superadas.

Sensação de caminhar para um encontro que une rio caudaloso e salgado mar.

Quem pode acompanhar os passos da nossa busca? Todas as filosofias que bebemos irão desaguar nestas mesmas praias, onde há ventos, surpresas e encantamentos, sem perder a luz da razão, que é sol intenso.

Por quais motivos não posso entrar nas águas? Por que devo temer os contatos espirituais na areia da liberdade?

Chegou a hora de admitir que ao espírita kardeciano pode faltar muitas leituras, diálogos respeitosos (não doutrinação) e experiências de amor com a Umbanda.

Sem medos, preconceitos, misticismos, e muita vontade de retribuir a acolhida oferecida pelos espíritos, um texto de agradecimento pelo preâmbulo ainda simplista que abre uma era de estudos e receptividade, na seara das relações interdimensionais.

Com Jesus, Kardec e os espíritos amigos, abro também o coração e a mente para os Orixás.

Assim seja. Axé!

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