As mudanças no comando do Ministério da Fazenda começam a chegar a Alagoas.
Vejamos.
A presidente Dilma Rousseff editou um decreto que regulamenta um novo indexador da dívida dos estados e dos municípios.
Vale para todos no Brasil mas em Alagoas a alteração é mais visível até pelos nossos índices sociais negativos.
Podemos ter reduzido o estoque da dívida, hoje em quase onze bilhões de reais, para nove bilhões.
Com uma margem maior, a vantagem- diz o Governo- é pedir novos empréstimos mais adiante, com o aval do mesmo Ministério da Fazenda.
Há uma carteira de empréstimos aberta para o segundo semestre.
É trabalhada, diz o Governo, para uma grande obra de esgotamento sanitário na capital, proposta de gerar impacto positivo na gestão Renan Filho.
Um impacto visual e claro social porque menos de trinta porcento da população tem rede coletora de esgoto.
Vejamos, por exemplo, que a esquistossomose tem maior incidência em Alagoas, por causa das condições sanitárias nos municípios do Vale dos rios Mundaú e Paraíba.
No século dezenove, cidades inteiras do Estado foram afetadas por uma epidemia de cólera, doença da falta de esgotamento.
Mais de cem anos depois, vivemos sob o mesmo problema.
Mas, teria de existir um compromisso de Renan Filho que o governador Téo Vilela não realizou: usar o dinheiro dos empréstimos para áreas sociais, gerando desenvolvimento econômico e puxando o social.
Por isso, vamos esperar que os recursos possam ser usados onde eles devem ser usados.
Pelo menos é esta a promessa.


