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Com 3 nomes ao Senado, oposição aos Calheiros busca hegemonia

Lançado neste sábado como pré-candidato, Davi Davino Filho conduz a uma pergunta: quem são os seus eleitores? Eles são suficientes para quebrar a hegemonia Calheiros-Lira?

Davi e Alfredo Gaspar de Mendonça passam a disputar um público bem semelhante: o da direita e extrema direita, ligados ao bolsonarismo.

Arthur Lira, de longe, é o nome mais forte nesta composição. Porque Lira usa a mesma estratégia dos Calheiros: costura alianças com lideranças, vereadores e prefeitos em especial no interior. Não à toa prefeitos calheiristas darão o segundo voto ao lirismo e vice e versa.

Davi Davino e Alfredo Gaspar, porém, estão no outro lado do rio: ambos tem poucos prefeitos, pouco dinheiro e infraestrutura mas seus partidos – o Republicanos e o PL- buscam o conservador-raiz, ou seja, o eleitor pode até votar em Renan Filho por exemplo mas para o Senado se identifica com Davi ou Gaspar. Ou estar com JHC, votar em Lira e se dividir no segundo voto entre Gaspar e Davino.

Todos se guiam por pesquisas internas apontando a capacidade de nomes como Lula, Paulo Dantas ou determinado prefeito de um município transferir votos. Existem cidades onde prefeitos calheiristas, apesar de populares, não conseguem atrair votos de peso para Lula, são as faixas mais litorâneas e próximas de Maceió. Daí há chances para Gaspar e Davino.

Quanto mais distante da capital, mais lulista é o eleitor. O presidente é imbatível no sertão, está em equilíbrio no agreste e zona da mata. No litoral a tendência se reverte até chegar a capital, onde os conservadores têm força e voto.

Davino ficou em terceiro lugar na disputa para prefeito em 2020; Alfredo ficou em segundo lugar. Dois anos depois, Alfredo foi efeito deputado federal e Davino ficou em segundo lugar ao Senado, mas venceu Renan Filho na capital.

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