Collor sabe: não há elogios nem almoços grátis na política

Fernando Collor não é um político qualquer. Goste ou odeie ele: Collor sabe como circular há 40 anos nos corredores da política e de Brasília. Já disse uma vez que não existe amizade neste ramo mas interesses. É um mestre deste jogo.

Ele sabe o que diz. Sabe também que, nos elogios públicos a Jair Bolsonaro nada é grátis: Jair quer derrotar o lulista Renan Filho na disputa ao Senado reelegendo Collor, que precisa de Bolsonaro para esta que pode ser sua última eleição.

Arnon, pai do senador, terminou a vida pública no Senado e deixou seu herdeiro.

Collor não tem herdeiros na política. Fernando James assumiu a direção comercial das empresas após breve passagem na vereança. Os outros filhos seguem outros destinos.

Disputar e vencer o herdeiro de Renan Calheiros é um cenário interessante para Collor. Sair da vida e entrar na história como senador é encerrar a carreira política como o pai. Isso deve ter alguma importância- não se gastaria tempo e energia em uma empreitada deste tamanho sem necessidade.

E isso tem um preço: andar lado a lado a Bolsonaro. Collor é um liquidificador ideológico. Um sobrevivente da “velha” política.

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