Ícone do site Repórter Nordeste

Collor prova a própria máxima: a política não tem amigos, mas interesses

Convidado para a posse do ministro da Justiça e Segurança Pública Ricardo Lewandowski, o ex-senador Fernando Collor virou destaque em Brasília. Foi ignorado nos discursos das autoridades.

No poder, Collor se deixou cair em uma armadilha, de propósito ou não. Enquanto Bolsonaro defendia o fechamento de instituições democráticas- uma clara apologia ao autoritarismo- o então senador cedeu espaços generosos em suas empresas de comunicação e no próprio mandato a discursos que construíram, aos poucos, o 8 de janeiro de 2022.

Poderia ser diferente. Não foi e nesta escolha, Collor não pode responsabilizar ninguém. Apenas a si.

Não por acaso, o STF parece que lhe aplicou um corretivo: condenou-o à prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no esquema da BR Distribuidora. Ou seja: pode ir à cadeia no efeito da Operação Lava Jato, mesmo ela em seus últimos suspiros.

Sem mandato e sob risco de incluir a cadeia em seu currículo, Collor tem como único caminho as brechas que o governo Lula lhe oferece, para o retorno com algum prestígio às beiradas do poder.

Não por amizade porque o próprio Collor expressou uma máxima que cabe bem para si: a política não tem amigos mas interesses.

Interesses transformados pela necessidade de sobrevivência nas camadas do Poder…

Sair da versão mobile