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Collor, o terceiro ex-presidente a ser preso após a redemocratização

Desde a redemocratização do Brasil, três ex-presidentes já estiveram presos, além de Fernando Collor de Mello, que foi detido na madrugada de 25 de abril de 2025.

Collor foi condenado a oito anos e dez meses de prisão por envolvimento em esquema de corrupção na BR Distribuidora, atualmente Vibra Energia.

A prisão ocorreu em Maceió, Alagoas, às 4h, quando ele se deslocava para Brasília para cumprir uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou seu cumprimento espontâneo da sentença.

Além de Collor, outros ex-presidentes também passaram por prisão ou detenção judicial.

Luiz Inácio Lula da Silva foi preso em abril de 2018 após condenação na Operação Lava Jato pelo caso do tríplex no Guarujá, São Paulo.

Lula foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, sob acusação de ter recebido o imóvel como propina da construtora OAS em troca de favorecimento em contratos com a Petrobras.

Ele se entregou ao sindicato dos metalúrgicos do ABC Paulista e passou cerca de um ano na prisão, sendo libertado em novembro de 2019 após decisão do STF que proibiu o cumprimento de pena após condenação em segunda instância.

Michel Temer, presidente entre 2016 e 2018, também foi preso preventivamente em março de 2019, na Operação Descontaminação.

A operação investigou esquema de corrupção, lavagem de dinheiro, fraudes em licitações e cartel relacionado à construção da usina nuclear Angra 3, no Rio de Janeiro.

Em delação premiada, o engenheiro José Antunes Sobrinho afirmou que Temer tinha conhecimento de pagamento de R$ 1,1 milhão em propina.

 

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