Foi em resposta a manifestantes ‘Fora Collor’, em Juazeiro do Norte, que o então presidente da República disse que tinha nascido com “aquilo roxo”. Era 3 de abril de 1991. No Nordeste, diz-se que quem nasce com o “saco roxo” indica virilidade e força.
26 anos depois da frase (uma das tantas) que tornou Collor personagem histórico e nas charges e caricaturas, o apelido voltou, desta vez com um diminutivo, “Roxinho”, e na boca de delatores do grupo da Odebrecht, depoimentos na mesa do ministro do STF, Edson Fachin.
Para identificar Collor nas planilhas da empreiteira, os arquivos chamava Collor de “Roxinho”.
E “Roxinho”, dizem os delatores, recebeu R$ 800 mil em propina para a sua campanha, em 2010. Dinheiro não contabilizado (portanto, caixa 2).
Ao jornal Folha de São Paulo, Collor disse: “Nego, de forma veemente, haver recebido da Odebrecht qualquer vantagem indevida não contabilizada na campanha eleitoral de 2010”






