O tradicional Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, tomou uma medida drástica nesta semana ao iniciar o processo de desligamento de quatro alunos envolvidos em um caso de violência extrema que estarreceu a comunidade escolar.
A decisão, tomada sob orientação da Procuradoria Federal, responde ao indiciamento de João Gabriel Bertho, Vitor Hugo, Bruno Alegretti e Matheus Martins, jovens de 18 e 19 anos acusados de estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos.
Em uma nota contundente, a reitoria da instituição e o Campus Humaitá II reafirmaram o compromisso com os valores éticos e a segurança de seus estudantes.
“Não podemos tolerar a barbárie brutal da violência de gênero vivenciada a cada hora em nosso país”, declarou o colégio, sinalizando que a gravidade dos fatos torna insustentável a permanência dos acusados nos quadros da unidade.
Veja nota:
Emboscada em Copacabana e Fuga da Justiça
O crime, ocorrido no dia 31 de janeiro, revela um roteiro de traição de confiança.
Segundo o depoimento da vítima à Polícia Civil (PCERJ), ela foi atraída por mensagens de um suposto amigo até um apartamento em Copacabana.
Ao chegar ao local, a adolescente teria recusado um convite para fazer “algo diferente”, momento em que a situação escalou para uma violência brutal praticada pelos quatro jovens.
Atualmente, o caso é tratado com prioridade pela 12ª DP (Copacabana). Embora indiciados, o paradeiro dos quatro ex-alunos do Pedro II é desconhecido, e eles já são oficialmente considerados foragidos da Justiça.
Além do grupo principal, um adolescente também é investigado por ato infracional análogo ao crime de estupro.
“A vítima relatou ter sido violentada e estuprada pelos quatro acusados logo após se recusar a participar de uma proposta feita pelo ‘amigo’”, detalha o inquérito policial.
