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Coaracy Fonseca: A quem devemos seguir?

Coaracy Fonseca- promotor de Justiça, é ex-procurador-Geral de Justiça

É quase impossível acompanhar todos os fatos que se sucedem no Brasil sem um quê de preocupação sobre o futuro, independentemente de viés ideológico. O quadro é preocupante.

Se os políticos antigos não nos inspiram segurança, não podemos dizer que durante duas gerações tivemos as circunstâncias próprias à formação de um novo quadro, preparado e apto aos desafios que haverão de se apresentar. Não, não temos.

Soma-se a isso mais um fator, no Brasil o candidato eleito passa quatro anos administrando quizilas internas, para só ao depois, no segundo mandato, realizar algo de útil, o resto é propaganda. Também por isso a reeleição é nefasta em nosso país.

Além disso, um ínfimo número de jovens sabe a diferença entre ser conservador, liberal, comunista, socialista, dentre outras tendências. Aí, então, entra o mercador de ideias, o sujeito ou grupo muito perigoso, capaz de transformar o vilão no mocinho; e o mocinho não tem partido; é a novidade; não é político, a grande farsa; é o que há.

Independentemente do ideário, política é uma arte de juntar pedaços, de fazer concessões (possíveis) e, como diz um amigo querido, é preciso saber voar, nadar e andar por debaixo do chão. Não sei! Nunca tive essa experiência e entendo que os membros das carreiras de estado devem ser impedidos de ingressar na política partidária, quando na atividade.

Finalmente muitos dos nossos jovens não sustentam um debate sobre economia. Por isso tenho medo do vassourinha, do incrível Huck, do homem biônico e tantas outras personagens criadas pela mídia. Mas, confesso, pensaria seriamente no Bozo.

Mas uma dúvida me assaltou: será que o Bozo é o benfeitor que procuramos?

Creio que não, a resposta está consigo, amigo leitor.

Um bom domingo!

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