Coaracy Fonseca ex-procurador-geral de justiça e promotor do Ministério Público de Alagoas
Quem administra uma instituição da importância do Ministério Público deve saber o significado do cargo e o seu lugar.
Quando o gestor começa a adotar condutas que destoam da honestidade, coarctando o trabalho dos promotores de Justiça, invadindo seus e-mails de trabalho e pessoal, além de abrir procedimentos graciosos para intimidar, deve-se concluir que existem fortes indícios de aparelhamento da instituição.
Conheci o ex-PGJ do Rio de Janeiro e lamento todo sofrimento pelo qual ele tem passado, fruto do seu envolvimento, segundo investigações, com governador Sérgio Cabral, que se encontra preso, faz algum tempo, denunciado por vários crimes.
Ser PGJ a esse preço não vale a pena. Bandarra perdeu o cargo. Foi Presidente do Conselho Nacional dos Procuradores de Justiça, uma função de relevo.
O aparelhamento de uma instituição do estofo do MPE é o pior dos mundos tanto para os cidadãos como para os próprios membros do Parquet.
Quem fiscaliza deve manter uma distância regulamentar do fiscalizado, sob pena perder a noção de limites.
As asas dos procuradores-gerais de Justiça são feitas de cera, por isso não devem se aproximar demais do sol.
Diz o ditado: depois da queda, o coice. É preciso um cuidado permanente, pois tudo passa e, não se deve ter dúvidas, chegará a hora e o momento de confrontar os próprios erros.
Lamento por Cláudio e Bandarra, mas a vida não perdoa.








