CNJ abre investigação contra juiz e seu ‘estupro culposo’

Citando “tortura psicológica”, integrante do Conselho Nacional de Justiça, Henrique Ávila, pediu a abertura de investigação contra o juiz Rudson Marcos, da 3ª Vara Criminal de Florianópolis, informa o UOL.

“As chocantes imagens do vídeo mostram o que equivale a uma sessão de tortura psicológica no curso de uma solenidade processual”, afirma Ávila no pedido ao CNJ, informa o portal.

“Causa-nos espécie que a humilhação a que a vítima é submetida pelo advogado do réu ocorre sem que o juiz que preside o ato tome qualquer providência para cessar as investidas contra a depoente. O magistrado, ao não intervir, aquiesce com a violência cometida contra quem já teria sofrido repugnante abuso sexual. A vítima, ao clamar pela intervenção do magistrado, afirma, com razão, que o tratamento a ela oferecido não é digno nem aos acusados de crimes hediondos”, diz o conselheiro do CNJ no ofício à Corregedoria.

Mariana Ferrer foi condenada por estupro culposo, uma invenção jurídica que, como não existe isso e terminou na absolvição do réu o “empresário André de Camargo Aranha, acusado de estuprar a jovem promoter catarinense Mariana Ferrer, de 23 anos, durante uma festa em 2018. Ele foi considerado inocente”, escreve The Intercept.

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