A Polícia Civil de Alagoas desabaratou, neste sábado, um organização criminosa encabeçada pelo agente penitenciário José Márcio Rocha da Silva, 35 anos, acusada em pelo menos cinco assassinatos. Dois deles o do babalorixá Márcio Lira Silva e seu companheiro, identificado como Eduardo, que desapareceram no dia 28 de março e os corpos foram encontrados no dia 11 de abril, com os olhos perfurados e as mãos arrancadas.
Um policial militar e um taxista também estão na lista dos executados.
Mais de 60 integrantes da Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic), 10° Distrito, Asfixia da Polícia Civil, e do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) da Militar participaram, neste sábado (7), da operação integrada “Crimes S.A. Santos Dumont”, realizada para combater o crime organizado na parte alta da cidade.
Cinco pessoas foram presas: Claudevan Rafael Rodrigues, (Bob) 20 anos; Genilson Ferreira da Silva, (Galo) 19 anos; Williams José Costa dos Santos, (Will) 48 anos; José Márcio Rocha da Silva, 35 (Rochinha) e Jean Pontes da Silva, 19.
A quadrilha era composta ainda por Wellyngton da Silva, 21 e Alexandro da Conceição, 25, que já estão presos no sistema prisional alagoano.
“Cada um tinha uma função específica dentro da quadrilha, a intenção era a prática de latrocínio, considerado crime hediondo”, informou a delegada Ana Luiza, responsável pela operação.
“Rochinha, era agente penitenciário terceirizado e, dentro da organização, fornecia armas, munições e alimentação. Ele, Will, Jean e Galo tiveram participação na morte do babalorixá Márcio Lira Silva e seu companheiro”, explicou a delegada.
Bob, Galo e outros são acusados de participar da morte do taxista Handerson Thiago Alves Martins, de 21 anos, executado em um canavial na cidade de Pilar. Ele foi sequestrado, despido e morto na frente da namorada.
A secretária nacional de Segurança Pública, Regina Miki, que está em Alagoas acompanhando a ação das polícias no programa Brasil Mais Seguro, disse que o programa prioriza as prisões que traz impacto para a diminuição da criminalidade. “É a qualidade das prisões e não a quantidade. O importante é tirar de circulação os que fazem a diferença na criminalidade”, ressaltou.







