Uma descoberta paleontológica na Alemanha trouxe novos insights sobre o comportamento de caça do Temnodontossauro, um ictiossauro pré-histórico apelidado de “dragão marinho”. O fóssil, datado de aproximadamente 183 milhões de anos, revelou uma nadadeira de cerca de um metro com características incomuns, como bordas serrilhadas e ausência de ossos nas extremidades — o que conferia maior flexibilidade e capacidade de movimentação silenciosa.
Pesquisadores da Universidade de Lund, na Suécia, analisaram a estrutura da nadadeira e concluíram que o animal conseguia reduzir o ruído da água ao nadar, utilizando uma técnica semelhante à das corujas, que se deslocam em silêncio para surpreender suas presas. Essa habilidade teria sido fundamental para caçar em águas profundas, onde o som pode alertar animais a grandes distâncias.
Simulações computacionais demonstraram que o formato da nadadeira permitia manipular o fluxo de água ao redor do corpo, aumentando a furtividade. Além disso, o Temnodontossauro possuía olhos extremamente grandes — considerados os maiores já registrados em vertebrados — adaptados para enxergar em ambientes de baixa luminosidade.








