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Cibele Moura, lacração e uma cópia ruim da Dama de Ferro

Após longo inverno em silêncio, a deputada Cibele Moura (PSDB) bebeu as primeiras água de janeiro, tanto na Assembleia quanto nas redes sociais.

Por que?

Ela foi a mais votada parlamentar estadual na região Norte do Estado, rivalizando com a deputada Flávia Cavalcante.

Aliás, no celeiro dos Cavalcante, Cibele estreou na vida pública de maneira surpreendente:

– Em Matriz de Camaragibe, foi a segunda mais votada a deputada estadual. Flávia ficou em terceiro.
– Em São Luiz do Quitunde, ficou em 1o lugar; Flávia em 2o.

A mãe de Cibele, Emanuella Moura, era prefeita da Barra de Santo Antônio; o mandachuva da família, Abrahão, ditava os ponteiros em Paripueira. A família Moura mandava na SMTT em Maceió.

Tudo ia bem, mas o mundo é um moinho.

E Emanuella foi triturada na reeleição da Barra. Ganhou Lívia Carla, apoiada por Cícero Cavalcante, pai de Flávia.

Abrahão Moura teve de disputar a Prefeitura de Paripueira para não perder seus domínios. Venceu.

O alerta laranja está ligado no gabinete de Cibele Moura. Ela apoiava Jair Bolsonaro, mas como a popularidade presidencial é uma âncora, ela escolheu não afundar junto com ele.

E depende dos votos do governador Renan Filho (MDB) e do prefeito de Maceió, JHC (PSB), para brigar pela reeleição.

Cibele Moura, defensora do liberalismo, quer ser uma cópia da Margaret Thatcher, a famosa ministra do Reino Unido.

Mas, é melhor a original política britânica que uma cópia ruim.

Cibele quer zerar os tributos sobre o gás de cozinha.

A ideia é de Jair Bolsonaro, que fez a cobrança disso aos governadores mês passado.

Cibele segue o princípio da Dama de Ferro: intromissão mínima do Estado na vida das pessoas para que o imposto deixe de ser cobrado e o dinheiro volte ao cidadão para ele possa usá-lo de maneira livre.

Seria melhor que o gás fosse item da cesta básica aos mais pobres.

Mas, isso tira a liberdade dos pobres, de serem pobres.

A ânsia de lacração nas redes sociais não faz bem a Cibele.

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