Correio Braziliense
Crescimento da segunda maior economia do mundo no primeiro trimestre deve ficar em 8,3%, o menor avanço em quase três anos
O salto da economia chinesa no primeiro trimestre deve ser o mais tímido em quase três anos. A crescimento esperado, de 8,3%, será o menor desde o segundo trimestre de 2009. Mas, mesmo moderado, o salto do Produto Interno Bruto (PIB) ainda está dentro da zona de conforto de Pequim e é muito maior que a meta fixada pelo governo para todo o ano, de 7,5%. Essa projeção foi anunciada em março pelo primeiro-ministro Wen Jiabao e agitou os mercados, uma vez que está bem abaixo dos 10% registrados nos últimos oito anos.
O crescimento da China é acompanhado com atenção pelo Brasil, já que a nação asiática é a maior compradora de produtos básicos (commodities) exportados pelo país. Nas contas do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, o ideal, para a economia brasileira, é que o PIB chinês cresça entre 8% e 8,5% ao ano. O resultado oficial será divulgado pelo Escritório Nacional de Estatísticas da China na próxima sexta-feira.
O salto do PIB da segunda maior economia do mundo deverá endossar as apostas de que a China também está sofrendo com a recessão que tomou conta da Zona do Euro, um dos principais destinos de suas exportações. O governo chinês, porém, não quer admitir qualquer sinal de crise. Segundo o vice-presidente do principal planejador econômico da China, Zhang Xiaoqiang, a economia do país pode ter crescido à taxa anualizada de 8,4% no primeiro trimestre.
Investidores Os dados de março serão os primeiros deste ano que não virão distorcidos pelas festividades do ano-novo Lunar. Assim, os investidores buscarão pistas sobre como a economia chinesa realmente está indo. Os prognósticos sugerem sustentação da atividade. O crescimento dos investimentos em infraestrutura, a produção industrial e as vendas no varejo têm se mostrado firmes.
O presidente do Banco Central chinês, Zhou Xiaochuan, prometeu usar várias ferramentas de política monetária para manter a inflação sobre controle e garantir uma “aterrissagem suave” do PIB. Porém, se o crescimento do país desacelerar fortemente, ficando abaixo de 8%, a maioria dos analistas espera que Pequim incentive os bancos a emprestarem e até reduza a taxa básica de juros.








