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Chegou o tempo da decisão, para JHC

No dia 3 de abril fecha a janela partidária, a que permite JHC mudar de partido se quiser disputar as eleições este ano. Ele topou migrar para o PSDB, que lhe garantiu vaga ao Senado e dois cargos na Executiva Nacional.

Não vai sozinho: a esposa Marina JHC e a senadora Eudócia Caldas, mãe dele, acompanham o prefeito.

Ambas têm potencial de transferência de votos pela repercussão do trabalho de Jota na Prefeitura da capital.

Também será definido o rumo do seu grupo eleitoral, com vereadores do PL e uns poucos deputados estaduais. Foi aquilo que JHC conseguiu construir em seis anos na Prefeitura. Pouco, muito pouco, a quem se comportava como promessa para enfrentar o calheirismo e consolidar uma posição de destaque ao longo dos anos.

Erros retiraram o prefeito do favoritismo de uma eleição ao Governo. Erros expostos nas últimas semanas. Ao romper com Arthur Lira, o deputado mostrou quem de fato manda na constelação de legendas gravitando no entorno de JHC. Menos, ao que parece, o PSDB.

JHC subestimou a necessidade de ter um partido onde, de fato, mandasse. Não se aproximou dos prefeitos – e teve a chance nas eleições da Associação dos Municipios Alagoanos (AMA). Não se aproximou de lideranças com potencial de votos pelos interiores. Descartou a presença da imprensa em inaugurações ou anúncios oficiais, e elegeu as redes sociais e influencers como amuletos da sorte.

Se as eleições fossem hoje, Renan Filho – e não Carlinhos Maia- seria eleito governador de Alagoas. Se fossem levados em conta os ventos do bolsonarismo, Cabo Bebeto e Leonardo Dias seriam as maiores lideranças do Estado.

E as maiores expressões são Renan Calheiros e Arthur Lira.

Não há mágica nem adivinhações na política partidária. Mas sim pragmatismo ou uma monótona relação binária. Existe ou não existe, é ou não é. O prefeito terá de recuperar um tempo perdido e manter a confiança nas líquidas redes sociais, onde quem é rei hoje é esquecido logo mais.

Ao final, JHC vai encontrando, nos erros, o ex-prefeito Cícero Almeida, também tratado como o melhor e mais popular prefeito da história de Maceió.

O tempo, implacável, mostrou a verdade.

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