Levantamento realizado pelo MDB mostra que o ex-prefeito JHC, mesmo aos poucos, está conseguindo atrair os votos anti-Renans- estratégia para diminuir a força do calheirismo.
Não deixa de ser uma situação surpreendente para alguém cercado pelos Calheiros e, como mostrou Aldo Rebelo, gerando preocupação a João Caldas pelo avanço das investigações do caso Master.
Jota não responde aos ataques porque conseguiu aparecer nas redes sociais dos adversários. E ganha tempo.
JHC não é um adversário fraco ou frágil, como publicamente os Calheiros querem demonstrar. Internamente, porém, é tratado como os números mostram, nem mais nem menos.
Essa é a terceira eleição de Renan Filho ao Governo. De longe, a mais difícil de todas.
Vitorioso em 2014, Renan Filho enfrentou um combalido Benedito de Lira. Venceu com folga 52% x 34%.
Resultado também graças a uma decisão do então governador Teotonio Vilela Filho. Ao invés de apoiar Biu ou lançar o vice José Thomaz Nonô, escolheu o desconhecido Júlio Cezar, facilitando os caminhos de Renan Filho.
Teo Vilela e Renan Calheiros eram aliados históricos.
A reeleição de Renan Filho foi ainda mais fácil: 77,3% x 11,06% de Josan Leite, nome da extrema direita.
Para emplacar Renan 3, o senador e ex-ministro dos Transportes confia no Lula 4 e no derretimento do nome de Flávio Bolsonaro, associado ao palanque de JHC.
Só que o PSDB nacional ainda não decidiu se terá candidato próprio na disputa presidencial. Também não se associa, ao menos publicamente, a Bolsonaro.
Eis o cenário, móvel, é lógico, como uma eleição.





