O próprio Governo Bolsonaro se transformou numa central de boatos, estratégia que poderia servir para confundir a oposição mas está rachando a própria base aliada no Congresso.
Hoje está marcada a primeira greve geral em apenas 4 meses dessa novíssima era. Motivo são os cortes no orçamento das universidades e institutos federais. Aliados do presidente dizem que ele ligou para o ministro da Educação, Abraham Weintraub, determinando a suspensão dos cortes.
O MEC e a Casa Civil negaram o telefonema.
A crise continua. Assim como o Paulo Guedes, insistindo nos prejuízos que o país terá se a reforma da Previdência não for aprovada.
Também disseram que a reforma trabalhista diminuiria o desemprego.
Assim como garantiram que o preço das passagens de avião cairia, se o Governo facilitasse o livre mercado entre as companhias aéreas.
Enquanto isso, a era Bolsonaro quer mexer no bolso da classe média. Estuda acabar com as deduções no imposto de renda com os gastos em educação e saúde.
É só cortar, tirar, acabar. Os verbos são sinônimos mas resumem a mesma toada: na crise brasileira, só quem tem menos paga a conta.
Então, as milícias virtuais bolsonaristas dizem que o Brasil já teve combustível custando dez reais o litro na greve dos caminhoneiros. Por isso, não é ruim a gasolina custar cinco reais na hora de abastecer.
É o sacrifício para o ‘novo Brasil’.
Os paneleiros que gritavam fora Dilma quando a gasolina custava menos de três reais sumiram. Por onde andam? Como sobrevivem?
Devem estar felizes e ajudando a central de boatos: é estrada de ferro de chineses chegando até o Maranhão; ponte de ferro ligando nada a lugar nenhum do Exército; e até a intervenção do Bolsonaro nos sorteios da Mega-Sena.
Porque o show no circo não pode parar.
