A Polícia Civil de Goiás (PCGO) deu um passo crucial para desvendar os detalhes da morte da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos.
Após o corpo da vítima ser encontrado em uma área de mata em Caldas Novas, os investigadores agora concentram esforços na análise técnica do celular de Daiane.
O aparelho foi localizado na última sexta-feira (31), escondido dentro da tubulação de esgoto da garagem do condomínio onde ela morava e trabalhava.
O sumiço de Daiane, que durou 43 dias, começou na noite de 17 de dezembro, quando ela desceu ao subsolo do prédio para verificar uma queda de energia em seu apartamento.
Imagens de câmeras de segurança registraram os últimos passos da corretora saindo do elevador; depois disso, o silêncio imperou.
Não houve movimentações bancárias nem sinal de GPS do telefone, que só foi recuperado graças a uma perícia minuciosa no sistema de descarte do edifício.
O síndico do condomínio, Cléber Rosa de Oliveira, de 49 anos, confessou o crime e indicou o local onde havia ocultado o cadáver. A investigação revelou que a relação entre os dois era conturbada: desde novembro de 2024, ambos trocavam denúncias formais e registros de ocorrência, evidenciando uma escalada de hostilidade que terminou em tragédia.
A principal peça do quebra-cabeça agora é entender a dinâmica do assassinato. Embora a polícia tenha encontrado uma bala alojada na cabeça da vítima, o que aponta para disparo de arma de fogo, o mistério persiste: ninguém no prédio ouviu tiros na noite do desaparecimento.
A Polícia Científica realizou buscas por vestígios de sangue tanto no chão do subsolo quanto no carro do síndico, enquanto a arma do crime ainda não foi localizada.
Os dados extraídos do celular de Daiane, agora sob sigilo absoluto, podem revelar mensagens trocadas momentos antes do crime ou registros de áudio que ajudem a esclarecer se o assassinato foi premeditado.
O laudo da necrópsia, que deve ser divulgado nos próximos dias, será determinante para confirmar se o condomínio foi, de fato, a cena do crime ou apenas o ponto de partida de uma emboscada.








