CE: militantes do PT e do PSDB se enfrentam e jornalista é agredido

Terra

Um tumulto ocorrido no domingo na frente de uma escola pública na periferia de Quixadá, no Ceará, em que um repórter foi agredido e militantes do PT e do PSDB se enfrentaram está sob investigação da polícia. A confusão foi iniciada por suspeita de que na instituição de ensino estivesse acontecendo uma reunião política promovida pela coligação petista na cidade, que tem como candidato Ilário Marques (PT).

“Estávamos em uma missa e quando saímos fomos seguidos por um grupo da campanha adversária que estava nos intimidando. Nós estávamos em família, com nossos dois filhos e uma neta e em seguida íamos ao aniversário de um aninho de uma amiga nossa. Fomos seguidos até o local do aniversário, que reunia cerca de 30 pessoas dentro da escola porque isso acontece muito no interior de as famílias solicitarem esse espaço. Nossos adversários fizeram motim na frente do local dizendo que nós estávamos realizando uma atividade eleitoral”, relatou a deputada estadual e esposa de Ilário Marques, Raquel Marques (PT).

Ainda segundo a parlamentar, a polícia foi chamada ao local para acabar com a confusão. “Eles ficaram tentando invadir a escola e nós chamamos a polícia, que entrou e viu que era uma festinha, mas a polícia foi embora e eles continuaram lá. Aí algumas pessoas nossas foram para lá e tornou-se uma manifestação política fora da escola. Quando saímos da festa eles vieram em nossa direção no sentido de agredir e causou todo um tumulto e nesse tumulto algumas pessoas foram feridas”, narrou Raquel.

Um dos feridos foi exatamente o jornalista Wal Marques, que realizava uma reportagem no local e foi agredido por um coordenador da campanha do PT, preso e liberado posteriormente. “Eu estava no local onde fui acionado com a minha equipe para gravar uma matéria de uma suspeita de uma movimentação política irregular. Quando cheguei tinha muita gente, a própria policia militar estava presente para controlar o tumulto e lá observei militantes do Partido dos Trabalhadores com muitas bandeiras no portão da escola e fui agredido pelo coordenador da campanha do PT. Registrei um boletim de ocorrência e fiz um exame de corpo de delito que acusou lesão grave”, afirmou o profissional.
A versão do jornalista é contestada por Raquel, que também registrou um Boletim de Ocorrência do fato. “Fizemos um Boletim de Ocorrência porque nossa vida foi colocada em risco. Ficamos ilesos, mas houve um trauma emocional. Foi um palco de guerra numa festinha de criança de um ano. Eu não concordo com nenhum tipo de agressão, mas coloco a responsabilidade em quem organizou essa violência, inclusive o radialista que não estava lá como radialista, o carro dele estava adesivado, ele fazia parte da campanha adversaria e foi lá para agredir e intimidar”.

“Temos um trabalho pautado na ética, na verdade. Meu carro tem um adesivo da outra coligação, mas o meu trabalho não tem nada a ver com política. Eu não fui com coligação nenhuma, fui atuar como profissional, não fui defender A ou B. Se fosse um tumulto da coligação oposta, eu também estaria lá”, assegurou Alencar.

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