Cavalo de R$ 12 milhões morre em Alagoas com suspeita de intoxicação por ração

O garanhão Quantum de Alcatéia, considerado uma das maiores promessas da raça Mangalarga Marchador, morreu no final de junho em Atalaia, Alagoas, aos seis anos de idade. Avaliado em R$ 12 milhões, o animal vivia no Haras Nova Alcateia e era parte de um consórcio de investidores que apostavam em sua genética e desempenho em torneios de marcha.

A morte de Quantum ocorreu em meio a uma série de óbitos registrados no mesmo criatório, totalizando 69 cavalos até o início de julho. Os animais apresentaram sintomas semelhantes de intoxicação após a troca da marca da ração fornecida. Laudos preliminares apontam a presença de substâncias tóxicas, como alcaloides pirrolizidínicos, em amostras do alimento consumido pelos equinos.

O Ministério da Agricultura e Pecuária está investigando o caso e determinou o recolhimento de todos os produtos destinados a cavalos fabricados pela empresa responsável pela ração. A comercialização foi suspensa por risco à saúde animal, e mais de 200 mortes de equinos foram registradas em diferentes estados do país.

Quantum era conhecido por sua pelagem alazã, temperamento equilibrado e marcha refinada. Além de campeão nacional, vinha se destacando pela qualidade de seus descendentes. A perda do animal gerou comoção entre criadores e especialistas, que lamentam o impacto da tragédia na equinocultura brasileira.

As investigações continuam, e os responsáveis pela produção da ração podem ser responsabilizados judicialmente. Criadores afetados estão se mobilizando para buscar reparação pelos prejuízos financeiros e emocionais causados pela contaminação.

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