Caso Sérgio Falcão: empresário tinha comportamento estranho, diz funcionária

O delegado Wagner Domingues, responsável pelas investigações sobre a morte de Sérgio Falcão, colheu esta manhã o depoimento da empregada doméstica do empresário. A funcionária que trabalhava há dois anos para a família, estava no apartamento da vítima no momento do crime e foi a primeira pessoa a encontrar o cadáver.

Em entrevista coletiva concedida esta manhã na sede do Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), na Imbiribeira, o delegado disse que a mulher, que não teve o nome revelado, contou ter percebido um comportamento estranho do empresário. Pela primeira vez, ele teria feito questão de atender ao interfone e de abrir a porta da casa para um visitante e, além disso, teria pedido para que ela fechasse a porta que isolava a área de serviço do restante do imóvel.

A funcionária revelou ter ouvido uma conversa amena, o barulho de um móvel sendo arrastado e em seguida de um móvel caindo. Sem perceber o que havia acontecido, ela chegou a atender o entregador de uma lavanderia e, ao levar as roupas para guardar, teria percebido uma mancha de sangue no corredor e visto o corpo do patrão.

Desesperada, a doméstica pediu ajuda ao entregador e aos dois porteiros do prédio, que deverão ser os próximos a serem ouvidos pela polícia. A mulher acrescentou que não chegou a ver o suspeito e que nunca havia visto o segurança no apartamento. Segundo ela, os porteiros disseram conhecer o policial aposentado que fazia a segurança do empresário que nunca subia ao imóvel, permanecendo sempre no andar térreo.

O delegado disse ainda que o suspeito permaneceu por apenas 19 minutos dentro do apartamento. Agora, a polícia aguarda o resultado do laudo do Instituto de Criminalística (IC) que deve ser apresentado em 15 dias e do Instituto Tavares Buril (ITB) que deve ser divulgado num prazo de 10 dias.

Ontem, peritos do IC localizaram o projétil que transfixou o crânio do empresário de 52 anos. A bala estava alojada no teto de gesso de um cômodo anexo ao quarto, utilizado pela vítima como closet e escritório. Já os policiais do ITB conseguiram identificar a presença de seis impressões digitais que podem ser de diversas ou da mesma pessoa. As marcas dos dedos estavam na porta, parede e na pia do banheiro do apartamento, imóvel localizado na Avenida Boa Viagem.

O laudo do Instituto de Medicina Legal (IML) atestou que o proprietário da Construtora Falcão foi morto com um tiro disparado no céu da boca, que transfixou o crânio, saindo na parte superior da cabeça, na altura da nuca. A informação trouxe para a polícia uma nova hipótese a ser investigada: a de suicídio. Também estuda-se a possibilidade de o assassino ter colocado a pistola dentro da boca da vítima e disparado.

As informações são do Diário de Pernambuco.

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