Caso Pix: Lula toma medidas para que ministros evitem “confusão”; entenda

Brasília (DF), 14/01/2025 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia de lançamento do programa Mais Professores, no Palácio do Planalto. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Na primeira reunião ministerial de 2025, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou que todas as novas portarias dos ministérios devem ser previamente aprovadas pela Presidência da República, através da Casa Civil.

Essa decisão segue a repercussão negativa gerada pela recente controvérsia envolvendo o sistema de pagamentos Pix, que levou o governo a reavaliar medidas anteriores de fiscalização de transações.

Lula ressaltou a importância de evitar que ações isoladas dos ministros causem confusão ou repercussões indesejadas, afirmando:

“Daqui para frente, nenhum ministro vai poder fazer portaria que depois crie confusão para nós, sem que essa portaria passe pela Presidência da República através da Casa Civil. Muitas vezes a gente pensa que não é nada, mas alguém faz uma portaria, alguém faz um negócio qualquer e daqui a pouco arrebente e vem cair na Presidência da República”.

Durante a reunião, Lula também pediu maior comprometimento dos ministros até o final de seu mandato e anunciou a intenção de realizar reuniões individuais com cada um deles para discutir temas relevantes.

O encontro ocorre em um momento de expectativa em relação a uma possível reforma ministerial, com o presidente planejando dialogar com os partidos que compõem sua base aliada, visando as eleições de 2026.

“Eu quero conversar com vocês sobre os partidos que estão aliados conosco. Nós temos vários partidos políticos e eu quero que esses partidos continuem juntos, mas nós estamos chegando no processo eleitoral”, disse.

Atualmente, a Esplanada dos Ministérios conta com 39 ministros, com o PT liderando 12 pastas, além da participação de outros dez partidos.

Lula enfatizou a necessidade de fortalecer as alianças políticas para o próximo ciclo eleitoral e expressou gratidão pela colaboração contínua dos ministros e de suas siglas, destacando que a definição das alianças será uma tarefa crucial em 2025.

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