A irmã de Suzana Marcolino, Ana Luiza Marcolino, negou que a irmã tenha matado o empresário Paulo César Farias, no dia 23 de junho de 1996, na casa de praia dele, em Guaxuma, e, em seguida, cometido suicídio. E contou que a irmã estava seguida por um carro, dias antes das mortes.
– A Suzana não se matou. Suicidaram-na, disse Ana Luiza.
– Houve um duplo homicídio. O clima entre os dois era bom. Não sabíamos de brigas.
– MInha mãe avisava para a Suzana sobre o Paulo César. Coração de mãe não se engana, disse a irmã de Suzana Marcolino.
Ainda de acordo com ela, a namorada de PC era tratada de forma agressiva pelo irmão de Paulo César, Augusto Farias.:
– Minha irmã era uma pessoa alegre, gostava de viver. Não ficava atrás de homens ricos. Não éramos sustentados pelo PC, eu sempre trabalhei, disse Ana Luiza, que é jornalista.
Ela confirmou que, após o crime, a família saiu de Alagoas “com medo de morrer”:
– Um advogado de Flávio Almeida [funcionários dos Farias] apareceu e disse que as paredes tinham ouvidos e os telefones tinham escuta. Quando a poeira baixasse, a gente conversaria.
– Saí de Alagoas por medo porque sentíamos uma força estranha, cada vez que a gente contribuia com as investigações. Não sei se era uma força do Diabo, contou, completando:
– Ninguém nos disse o que aconteceu naquele dia [morte do casal].
Ela pediu aos advogados de defesa que “moderasse” no uso dos termos a irmã:
– Ela era solteira, o PC viúvo. Ela não era prostituta. Ela não merecia ser assassinada como ela foi. Ela não se matou, afirmou.








