Caso Juliana Marins: familiares denunciam falsa versão de resgate

A brasileira Juliana Marins, de 26 anos, está desaparecida desde a última sexta-feira (20) após sofrer uma queda durante uma trilha no Monte Rinjani, um vulcão ativo localizado na ilha de Lombok, na Indonésia.

Segundo informações compartilhadas pela família nas redes sociais, Juliana despencou cerca de 300 metros em uma área de difícil acesso. Desde então, o resgate ainda não foi efetivamente realizado.

Juliana, natural de Niterói (RJ), estava viajando sozinha pela Ásia desde fevereiro de 2025.

A jovem fazia parte de um grupo de turistas que subia o Monte Rinjani, um destino popular entre aventureiros por suas trilhas intensas e paisagens de tirar o fôlego.

De acordo com a irmã de Juliana, os guias que acompanhavam a excursão estariam cientes do acidente, mas as autoridades locais não teriam dado início imediato ao resgate.

Família contesta versão oficial

Apesar de algumas fontes locais indicarem que equipes de resgate teriam sido acionadas, familiares afirmam que nenhuma operação concreta foi feita até o momento.

Em vídeos divulgados na página @resgatejulianamarins, a irmã da jovem contesta a narrativa das autoridades indonésias, denunciando a falta de estrutura e suposto descaso das equipes responsáveis pelo socorro.

“Estamos há mais de 30 horas sem qualquer confirmação de que minha irmã está recebendo água, comida ou auxílio. O local é de acesso difícil, mas a demora pode custar a vida dela”, declarou a irmã, visivelmente abalada.

 Mobilização nas redes sociais

O caso ganhou grande repercussão nas redes sociais. A atriz Tatá Werneck foi uma das primeiras celebridades a se posicionar:

“Amigos, vamos todo mundo postar isso aqui que eu postei para a gente conseguir esse resgate para a Juliana. Por favor. Vamos fazer essa mobilização, por favor”, pediu Tatá em seu perfil no Instagram, com mais de 57 milhões de seguidores.

Outros artistas também se engajaram, como a apresentadora Eliana e o ator Babu Santana, que cobrou mais agilidade por parte do governo brasileiro e das autoridades locais.

O Monte Rinjani e os riscos das trilhas

O Monte Rinjani é o segundo vulcão mais alto da Indonésia, com 3.726 metros de altitude. A região é conhecida por suas trilhas íngremes e instáveis, com longos trechos sem apoio ou sinalização. Acidentes envolvendo turistas não são incomuns, e o local exige acompanhamento profissional em toda a subida.

Especialistas alertam que as operações de resgate na área são dificultadas por fatores como neblina densa, clima instável, além da ausência de rotas alternativas em alguns pontos da montanha.

Itamaraty e governo indonésio

Até a publicação desta reportagem, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil não havia se pronunciado oficialmente sobre o caso. A família afirma ter entrado em contato com a embaixada brasileira na Indonésia, mas não recebeu respostas efetivas.

Enquanto isso, a mobilização virtual segue aumentando. O perfil @resgatejulianamarins no Instagram tem reunido informações, vídeos, pedidos de ajuda e orientações para que internautas colaborem na divulgação do caso.

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